julho 02, 2009

Passos perdidos #2

Publicado por [Rick Dangerous] às 07:35 PM | Comentários (4)

A noite dos mortos-vivos


Entre as centenas de pessoas que compareceram à apresentação das linhas gerais da candidatura às autárquicas destacavam-se, na primeira fila de lugares sentados, os líderes dos partidos que configuram a coligação: Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, Pedro Quartin Graça e Nuno da Câmara Pereira.
Também nas primeiras filas estavam antigos ministros do Governo PSD-CDS/PP (Bagão Félix, Rui Gomes Silva, José Luís Arnaut, Teresa Caeiro, José Pedro Aguiar Branco, António Monteiro), a bancada parlamentar do CDS/PP, muitos deputados do PSD (Mota Amaral, Miguel Frasquilho, Pedro Duarte, Miguel Almeida), Pedro Passos Coelho, Hermínio Loureiro, Marques Guedes e Miguel Relvas. E não faltaram ainda os artistas que sempre acompanharam Santana Lopes, como Maria José Valério, Vítor Espadinha, João de Carvalho, entre outros. Na tarde em que começou “a dinâmica para que Lisboa volte a ser feliz”, anunciou o speaker, foram ainda lidas duas mensagens, enviadas por Paulo Rangel e por Alexandre Relvas.

Perto das 20h00, já depois da actuação do vocalista dos Pólo Norte (versão acústica do apropriado tema Lisboa, Lisboa) e da projecção de dois filmes (num mostrou-se a obra feita no anterior mandato de Santana; no outro, uma “viagem” pelo estado actual, desde obras paradas ao trânsito), o candidato sintetizou o seu programa para a capital, deixando quase para o fim o apelo a uma “maioria estável” para a câmara e para a Assembleia Municipal.

Salientou as promessas da procura de uma “eficiência energética”, da “eliminação das barreiras arquitectónicas” e da extinção da Sociedade Frente Tejo (“não descansaremos enquanto essa Sociedade não for extinta e os seus poderes devolvidos à câmara”) e, já num clima de pré-campanha, desfiou um rol de críticas ao actual executivo de António Costa. Que “governa sem nexo, com preconceito, com submissão ao Governo e sem verdade”. Quanto às relações com o futuro Governo, e a prenunciar uma eventual vitória do PSD nas legislativas, Santana dirigiu-se a Manuela Ferreira Leite: “Espero ter a oportunidade de lhe dizer que não algumas vezes a partir de Outubro.”

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:58 PM | Comentários (3)

Festa COCO BONGO - Tributo a Michael Jackson

festacoco.bmpfestacoco2.bmp

Bar Copenhaga (Cais do Sodré)

Sexta ~ 3 de Julho ~ 23h30 às 04h

MALUCOS DO DISCO & IL CRU FANTÁSTICO
aos comandos de uma sala de espelhos

Entrada: 5€ (duas imperiais ou uma bebida branca).


Publicado por [Saboteur] às 11:52 AM | Comentários (0)

julho 01, 2009

Honduras


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:14 AM | Comentários (0)

Nós, os Ocidentais?


O futuro é incerto. Muito provavelmente, os detentores do poder engolirão a explosão popular, e o gato, em lugar de cair no precipício, ganhará novamente terra firme. O regime, longe de ser o mesmo que antes, será apenas um governo autoritário e corrompido no meio de outros. Independentemente do desfecho, é importante lembrar que assistimos a um grande acontecimento emancipador que excede o quadro da luta entre liberais pró-ocidentais e integristas anti-ocidentais. Se o nosso pragmatismo cínico faz-nos perder esta capacidade de reconhecer a dimensão emancipadora, então, nós o Ocidentais estamos à beira de entrar numa era pós-democrática, e preparamo-nos para acolher os nossos próprios Ahmadinejad. Os italianos já têm um de seu nome: Berlusconi. Outros esperam a sua vez.
Slavoj Zizek, 5 Dias

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:06 AM | Comentários (4)

junho 30, 2009

Não sabe / Não responde

Ontem, o grupo de cidadãos que dinamizou o "Apelo à Convergência de Esquerda em Lisboa", deu uma conferência de imprensa, ondes esteve Carlos do Carmo e Pilar, a mulher de José Saramago, a fechar o dossier e a dizer, basicamente, que não deu resultado a petição.

Foi pela voz de Helena Pato, resistente anti-fascista, 6 meses de cadeia em Caxias em regime de isolamento, dirigente da CDE entre 69 e 73, candidata à constituinte pelo PCP, fundadora do MDM e dos sindicatos dos professores, que "o Partido" teve de ouvir das boas por nem sequer ter respondido nada a um pedido de encontro feito pelos peticionistas.

O Partido Ecologista os Verdes, supostamente um partido independente, teve a mesma atitude inexplicável... Parvos são os peticionistas, que lhe deram credibilidade suficiente para lhes pedir uma audiência separada do PCP.

Publicado por [Saboteur] às 12:10 PM | Comentários (0)

um langor mórbido e grotesco

Artur caminhava triste: sentia a névoa prender-se-lhe ao bigode, às pestanas, amolecer-lhe a goma do colarinho, e toda aquela humidade depositar-se-lhe na alma. Cheio de tédio, sentindo-se mais só nas ruas vazias
de onde o nevoeiro afastara a gente, teve um desejo de se embebedar, aquecer o corpo e o espírito com genebra, rolar-se no deboche. Voltou ao Rossio: entrou num pequeno café, onde a cor suja da parede, o soalho negro, o estuque enxovalhado, comiam a pouca luz dos bicos tristes de gás.
Instalou-se a um canto com a garrafinha de genebra, melancólico, pensando no botequim da Corcovada que, agora, lhe parecia mais confortável, mais amável do que tudo quanto encontrara em Lisboa, com a simpatia verbosa do Rabecaz, o lume a estalar do outro lado do tabique na lareira da cozinha, e as vozes conhecidas caturrando no bilhar.
Um pigarro pertinaz, numa mesa ao lado, fê-lo reparar num sujeito que tomava um cabaz: pequeno e grosso, trazia um xaile-manta aos ombros e a face redonda, barbeada, mole, tinha uma cor lívida de pele de galinha; no seu olhar embaciado havia um langor mórbido e grotesco. Sorriu para Artur, dirigindo-se-lhe com uma voz fina.
- Má noite!
- Muito má!
O indivíduo imediatamente arrastou-se pela banqueta de palhinha até junto de Artur, com um movimento derreado dos quadris, os olhos revirados numa ternura chorosa:
- É servidinho de um cabaz?
Artur recusou. Aquela proximidade do velho embaraçava-o: o indivíduo tinha um não sei quê de pegajoso na pele, um roliço de perna efeminado que repelia, e nos seus olhos, de cor indecisa e que não deixavam Artur, errava uma luxúria turva, equívoca, flácida.
- Então por que não vai um cabazinho? - disse o homem, mais baixo, chegando-se.
Artur, instintivamente, recuou com nojo. O outro teve um movimentozinho de quadris, tocou-lhe no joelho e muito canalhamente:
- Não tenha medo, menino!
Artur compreendeu, ergueu-se e com os punhos cerrados:
- Seu mariola!
- Então, menino, então! - disse o outro tranquilamente.
Artur berrou pelo criado, atirou uma placa para a mesa e saiu furioso.
O nevoeiro cerrava; e Artur, galgando o Chiado, impelido pela indignação, ia murmurando:
- Canalha de cidade!

Eça, A Capital

Umas páginas mais à frente apresenta-nos D. Joana Coutinho, uma lésbica cheia de estilo que "tinha grandes amizades femininas: andava às vezes durante o Inverno inteiro com alguma rapariga que ninguém conhecia, desentranhada dos fundos neutros da burguesia, e que ela trazia a seu lado no landau, instalava no melhor lugar do seu camarote em S. Carlos ou no centro da sua sala, às terças-feiras, cocando-a sempre com os olhos brilhantes, erguendo-se de repente para lhe ir murmurar um segredo, com risinhos quentes, muito zelosa dos seus olhares, dos seus apertos de mão. Depois, no Inverno seguinte, "outra favorita reinava"... (...)
Dizia-se porém que, morto o marido, D. Joana Coutinho se retiraria a um convento - onde o número e a idade das educandas satisfariam amplamante as suas necessidades de ternura feminina"

Publicado por [Renegade] às 12:11 AM | Comentários (0)

junho 29, 2009

A luta na américa latina não é fácil

Quando discutimos aqui pela europa a política da américa latina, muitas vezes nos esquecemos que a comunicação social é esmagadoramente dominada por grupos económicos privados, com uma linha editorial aguerridamente militante de direita.

Hoje, a propósito de um programa de rádio, descobri que a revista brasileira Veja - tem simpatias evidentes pelos militares hondureños que raptaram o presidente democráticamente eleito.

O blog alojado no site da revista, tem mesmo posts que cá só conseguiríamos encontrar nos blogs e publicações mais extremistas:

«Quem é golpista em Honduras? Os militares? Por enquanto, não! Por enquanto, eles estão cumprindo sua função constitucional. Constatar o que digo é fácil: basta saber ler. Manuel Zelaya, presidente que foi levado à Costa Rica pelos militares, é um palhaço chavista, teleguiado por Caracas. Tentou reproduzir em Honduras o modelo de instalação de ditaduras posto em prática na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O Beiçola de Caracas lidera uma fila de delinqüentes que decidem recorrer à democracia para implementar regimes de força.»

0628honduras3.jpg

Publicado por [Saboteur] às 12:38 PM | Comentários (1)

junho 28, 2009

arraial do caralho

às 3 e tal começa a chover tropicalmente e chega o melhor momento da noite

(Só não percebo por que é que teve que acabar às 4. E se não chovesse?)

Publicado por [Renegade] às 12:47 PM | Comentários (1)

junho 26, 2009

Ainda não me esqueci de ti, João Galamba


todos
os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.

é o grande
filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa
para ser o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

de resto,
o grande filho-da-puta vê
com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:

o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.

Alberto Pimenta, Discurso sobre o filho-da-puta

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:40 PM | Comentários (5)

Um espectro que a si próprio se criara


"Tudo começou no dia 16 de Maio de 1983, com um programa especial de televisão que celebrava o vigésimo-quinto aniversário da companhia Motown Records.
Aos onze anos de idade e já vocalista principal dos Jackson 5, um grupo de irmãos que combinava a energia de teenager de Frankie Lymon com a movimentada determinação de Sly and The Family Stone, Michael Jackson gravara, em 1969 e 1970, êxitos para a Motown que fizeram história; regressava agora para prestar tributo, de mãos abertas. Ágil, belo, já homem, mas com ar de criança, afro-americano a quem uma operação plástica colocara traços caucasianos, andrógino, uma espécie de replicante, capaz de comunicar a mais ténue ameaça com um movimento de ombro ou o conforto através de um sorriso e cantando uma canção do álbum Thriller, dando passos para a frente mas parecendo recuar ao mesmo tempo e ocupando o palco não como se fosse seu dono mas como se a sua simples presença o tivesse convocado para ali, ele foi um choque para a nação.
Thriller, sem dúvida uma brilhante e competente versão da música pop, começou por vender dez milhões de discos, depois vinte, trinta, quarenta milhões. Cada canção extraída do álbum e editada como single, ascendeu ao top ten dos discos mais vendidos. Um vídeo-clip com a canção-título, orçamentado em 500 mil dólares e posto à venda por 30 dólares, vendeu 750 mil unidades.
Fechado na casa dos pais, sem conviver senão com a família, os seus animais de estimação e manequins que o visitavam, recusando dar entrevistas, tornando-se um espectro que a si próprio se criara, Michael Jackson era já, de entre os mais famosos, aquele de onde emanava maior intensidade."

Greil Marcus, Marcas de Baton - uma história secreta do século vinte, frenesi, Lisboa., 2000, pp.117-118

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:19 PM | Comentários (1)

Jornalismo de referência

O jornalista (e sub-director?) Paulo Ferreira, que eu saiba, nunca escreveu no PÚBLICO sobre Lisboa... mas desta vez foi mesmo preciso...

Alguns dias depois de o Tribunal de Contas ter chumbado as contas lisboetas dos Executivos Santana/Carmona (a comunicação social chama assim ao mandato de Santana porque ele fez um interregno de alguns meses como primeiro-ministro... e porque dá jeito ao homem dizer que a culpa não foi só dele), Santana Lopes convidou alguns jornalistas (Santana não faz conferências de imprensa, mas sim convida) para apresentar a sua visão sobre as contas da CML.

Paulo Ferreira do PÚBLICO ficou sensibilizado.

Vejam lá se o vosso alarme anti-manipulação de jornalistas apita com este lead com que o jornalista inicia a peça:

«A ideia que se criou é tão forte que até Santana Lopes ficou com a certeza que a gestão financeira do seu mandato na Câmara de Lisboa entre 2002 e 2004, não tinha corrido bem»

Faz juz ao título, que é: «Até Santana acreditou nos "mitos" sobre a sua gestão em Lisboa»

Bom não é? Um pouco óbvio, dirão os mais puristas. Mas hoje em dia não se pode estar com paninhos quentes… Dizem os assessores de comunicação do Santana. Eles lá sabem. Que são bons naquilo que fazem, ninguém o pode negar.

Só não percebi se a notícia só saíu no PÚBLICO porque foi um rigoroso exclusivo para Paulo Ferreira, ou se os outros jornais, pura e simplesmente não deram credibilidade à história.

Publicado por [Saboteur] às 12:32 PM | Comentários (0)

Walking on the moon



Publicado por [Manic Miner] às 12:02 AM | Comentários (1)

junho 24, 2009

you can´t bring me down

foda-se, anda tudo a dormir, estes gajos vieram cá tocar na semana passada à Incrível Almadense e ninguém sabia de nada?

esta guitarra, este speed...é muito jogo.

já agora, dedico esta música a todas as centenas de desempregados com que me cruzo diariamente na bicha para a segurança social aqui ao pé de casa. uma bicha que não pára de crescer há largos meses e, pelo andar da carruagem, vai continuar a crescer mais uns anos. esta bicha aqui ao pé de casa diz mais sobre o estado deste lugar mal frequentado do que toneladas de jornais e milhares de horas de TV oferecidos pelas putas do regime (sem desprimor para as ditas, mas uma pessoa tem que se arranjar com a semântica disponível).

Publicado por [Renegade] às 10:53 PM | Comentários (17)

Muito, muito mau

Cavaco Silva quer marcar eleições autárquicas e legislativas no mesmo dia. Todos os partidos, à excepção do PSD estão contra, mas ele insiste dizendo que "Sondagens que terão sido feitas manifestam uma preferência por eleições simultâneas".

Entretanto, no outro dia apareceu em vários jornais (dando a ideia que tinha sido feito um press release) que as eleições simultâneas sairiam mais baratas ao Estado...

Que sondagens são essas que ninguém mais conhece? E mesmo que não fosse mentira, porque é que seriam tão relevantes para a marcação do dia das eleições, mais relevantes do que a opinião dos partidos concorrentes? E desde quando a palavra de ordem da República passou a ser poupar dinheiro em eleições? A quem é que interessa que se estenda e aprofunde ao mínimo possível o debate político pré-eleitoral e que se misturem temas que nada têm a ver como é o caso da gestão autárquica ou da governação de um país?

Neste episódio, como em outros, Cavaco vem recordar o quão importante foi a (nossa) derrota ao ter sido eleito Presidente.

Publicado por [Saboteur] às 11:12 AM | Comentários (3)

Portugal (Pronounced Poor-Jew-Girl)

Bandeira_PT.jpg

A melhor entrada de sempre numa plataforma wiki sobre Portugal:

Ancient Way of Life

Ancient portugeese weren't too different from modern ones: men used mustache as soon as they were considered adult. The mustachedresser was called bigodeiro. They used codfish as a weapon. Os Lusíadas, an epic poem by Camões, sings about the Big Codfish War (yes, the poem was actually alive; ergo, it sang;), where Vasco da Gama discovers his ancestors in Neverland and fights against them for possession of the Codfish Mines in Norway. Camões describes fifteen kinds of weapons based on codfish. The most popular kind was undoubtedly the swordfish. Portuguese were also very prosperous people. Portuguese cities were the biggest in the world. Indiana Jones found the ruins of Fatima and concluded that it was bigger than Portugal itself.

Kings and such

Sorry, there have been no kings of Portugal. Portugal has been ruled by Socrates I for time immemorial since anyone can remember.

Trying to usurp the power

Mozart and Beethoven tried to rule Portugal during this period, but they never made it - King Eusebio just wouldn't let them. Wagner came with his gracious Valkyries trying to be king, but the best he could do was to build Portugal's first quality brothel. I got my first job there. Several statues from the latin-greek antiquity tried his luck, but they didn't know that Portuguese people were Latin- and lactose- and bronze- and statue-intolerant (the only intact statue in Portugal is King Eusebio's; all the others have at least a corrosive pigeon shitbomb).

Portugeese expansion

The portugeese people wanted for more women and codfish. They constructed strong and fast ships and traveled all over the world! In one of their travels, they met Galileo, who taught them how to be killed by the Pope. Then they met Napoleon who taught how to be an Italian in France. As if it was not enough, they met Dante Alighieri, who taught them how to frighten by a Divine Comedy. These were quiet profitable learnings, and so the portugeese established secret colonies, which they disguised as codfish traders. There are also rumors that portugeese people were in Mozambique. Kofi Annan tried to steal info from the portugeese, but so far Mozambique is, still, a land to be found. But in all truth it wasn't until some Portugeese king or other married some bird from Lancaster (England) and had a lad called infant Henry did they really discover anything. Oh, and don't forget that Columbus was in fact the bastard half brother of the at the time king of Portugal. He wasn't born in Italy as many would make you believe, but in a little village called Cuba in the southern province of Alentejo.

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:27 AM | Comentários (6)

junho 23, 2009

Cuidado Rui

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:04 PM | Comentários (7)

Inesquecíveis

Publicado por [Rick Dangerous] às 12:07 AM | Comentários (3)

junho 22, 2009

...

Publicado por [Party Program] às 02:56 AM | Comentários (1)

O Spectrum à escuta: «do nosso emancipatório devir inumano»



«Não é, de facto, uma revolução, o que está a ocorrer em Teerão, mas muitas ao mesmo tempo. E, como nas revoluções, o que surpreende não é apenas que ocorram num tempo de repente fora dos eixos, mas que ocorram ali, onde supostamente não haveria condições para tal.»
Osvaldo Silvestre, Os livros ardem mal

Publicado por [Rick Dangerous] às 12:37 AM | Comentários (2)

Há três equipas em campo...

Publicado por [Rick Dangerous] às 12:21 AM | Comentários (0)

junho 20, 2009

Rádio Maria

Alguns já saberam porque se chama rádio leonor à rádio leonor. Pois agora foi uma Maria também para Moçambique e já lá existe uma Rádio Maria



os punkabbestia de Maputo tem cães maiores que os da europa.

Publicado por [Party Program] às 09:20 PM | Comentários (6)

Até já camaradas

Publicado por [Rick Dangerous] às 08:02 PM | Comentários (14)

Jornalismo (Im)Provável

Neste poço onde encontramos o jornalismo cada vez mais fundo (tão fundo, tão fundo que é quase impossível vê-lo) alguém se lembrou de reeditar 21 minutos de telejornal para falar de amor, rissóis e casas caiadas de branco. No Teatro Maria Matos há um espectáculo que é um esboço, um homem (Tiago Rodrigues) que, na penumbra, sincroniza a sua voz com a do pivot e dá notícias diferentes da catarse da catástrofe e das curiosidades sociais com o dito "valor-notícia" que as imagens nos sugerem. Diz que é teatro. Teatro sobre jornalismo sobre teatro.

E eu, que nos últimos tempos assisti aos dois melhores espectáculos teatrais dos últimos anos - «Manuela Moura Guedes versus Marinho Pinto», na TVI, e «Romeo and Juliet» dos Nature Theater of Oklahoma, no Teatro Maria Matos, fico impressionada.

Afinal, é-me cada vez mais difícil perceber as fronteiras entre política, jornalismo e teatro. Todos concorrem para uma «(...) eficácia expressiva: a organização do espaço, o programa concebido à maneira de um cenário, o protocolo e a ordem de entradas, os códigos verbais, musicais e as formas de retórica, as convenções dirigindo o aspecto dos actores principais. A importância concebida à imagem e ao som, a capacidade de transmitir o acontecimento cerimonial em múltiplos lugares fazem intervir uma 'retórica da retransmissão'; impõe a sua própria lógica na dramatização, na escolha do que é dado ver, jogando sobre os planos de cena e sobre a apresentação dos personagens centrais; ele faz intervir os elementos acessórios, espectaculares, propícios a uma adesão emocional» [George Balandier]. A diferença está que o teatro é o único que o faz honestamente. Viva o Teatro!

Publicado por [Joystick] às 11:47 AM | Comentários (7)

junho 19, 2009

Ao vivo do Irão

No site do El País dá para seguir um feed dos famosos twiters do Irão.

Não é novidade gente interessante a espalhar o seu fogo por Teerão

Publicado por [Party Program] às 10:59 AM | Comentários (0)

Cenas da democracia fora do Irão

pois parece que não é só na terra do senhor Ahmadinejad

Publicado por [Party Program] às 10:46 AM | Comentários (1)