fevereiro 22, 2012

Actua pelo Tua

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Caras amigas e amigos

Entramos na fase crítica para podermos travar uma das maiores atrocidades cometidas num dos mais belos rios de Portugal. Esta é uma luta que já dura há vários anos, contudo todos os esforços que têm sido feitos para preservar o Vale do Tua, a sua riqueza natural e cultural, têm sido contrariados pelas forças políticas e económicas que querem expropriar-nos de um bem comum universal.

A construção da barragem já começou! O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade que celebrou o 10° aniversário da classificação atribuída pela Unesco em Dezembro passado – e vê-se agora em risco de ser completamente destruído. Temos de agir. Temos de nos unir para preservar um Património que é nosso.

A construção da Barragem em Foz-Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens, um plano energético concebido pelo Governo deposto que promulgou a construção de 10 Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico no país. Muitas das organizações da sociedade civil insurgiu-se contra este plano, que dá forma ao maior atentado ambiental a acontecer em Portugal. Apesar de todo o esforço feito por estas organizações, os interesses económicos que estão por detrás das construções das barragens têm ultrapassado todos os entraves colocados.

Precisamos de todo o apoio possível para parar a construção da barragem de Foz-Tua por isso apelamos à mobilização de todos para a defesa, preservação e valorização do nosso Património!!!

O dia 14 de Março é o Dia Internacional de Acção pelos Rios. O rio Tua, o rio Sabor, o rio Tâmega, os rios ameaçados não podem ser esquecidos. Queremos assinalar este dia com um evento em que a nossa voz se faça ouvir. Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.

Actua pelo Tua: o acampamento

Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, a cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. O acampamento será também uma ocasião para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos e todas: a troca de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as pessoas afectadas pela construção da barragem, para exigir a suspensão imediata dos trabalhos de construção. Não podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua.Caminhemos juntos contra a construção da Barragem da EDP!

Os danos irreversíveis

Os impactos que a construção da barragem vai provocar são inúmeros e irreversíveis. Entre eles contam-se:

•o afogamento de uma linha de comboio com 125 anos, que tem a função de servir as populações locais ao nível de transporte de bens e pessoas, como tem também um potencial turístico enorme, e por isso de importante desenvolvimento económico e social;
•a hipoteca causada a todas as gerações futuras pela construção da barragem: o PNB está previsto custar 16 mil milhões de euros ao Estado e ter uma produção de 0,07% que subtraindo os custos de produção e de transporte de energia e o aumento anual do consumo de energia é praticamente nulo;
•as grandes barragens destroem irreversivelmente os solos agrícolas, os ecossistemas, as paisagens naturais e humanizadas, o património cultural, ou seja, a sustentabilidade social, ecológica, económica da região envolvente;
•o Ministério da Economia e Emprego e o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, autorizaram à EDP o abate de mais de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras em povoamentos e núcleos de valor ecológico elevado no Vale do Tua;
•a desclassificação do ALTO DOURO VINHATEIRO – Património da Humanidade (ver relatório da ICOMOS sobre os impactos da barragem da EDP na Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial pela UNESCO);
•a perda incomensurável de fluxo turístico, de identidade cultural e de criação de riqueza na Região;
•a violação da Directiva Quadro da Água, um plano de acção da Comunidade Europeia para a protecção das águas.
Todas as mãos são bem-vindas! Não deixemos afundar o Vale do Tua!

Acampamento Actua 10 a 18 Março 2012 Foz-Tua

Concurso de Artes Actua pelo Tua // Exposição 14 Março // Inscrições Abertas

Contacto: acampamentoactua@gmail.com

http://acampamentoactua.wordpress.com/

http://www.internationalrivers.org/en/day-of-action

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:21 AM | Comentários (0)

fevereiro 21, 2012

Menos um feriado

A retirada de feriados é uma medida de sentido contrário àquilo que necessitamos. Ainda por cima neste contexto de crise.

Desemprego, endividamento, consumismo, dependência energética, degradação das sociabilidades (crianças, idosos...), já para não falar de ansiedade e frustrações sexuais... Tudo problemas relacionados com a crise, sinónimo de Capitalismo, num dos países da Europa em que mais horas se trabalha.

Hoje milhões de pessoas meteram-se nos seus carros (cada vez compensa menos ir de transportes públicos, com estes preços), meteram gasolina, pagaram portagens, ligaram as luzes e as máquinas da empresa (cá está o impacto "positivo" no PIB) e, mais desmotivadas do que o costume, produziram as tretas do costume.

Ontem não puderam ir a um festão de carnaval, hoje não puderam cozinhar o seu almoço, ler um livro, ensinar o filho a andar de bicicleta, dar uma volta pelo bairro, arranjar a torneira que está a pingar.

Pelo contrário, a redução do horário de trabalho (para 35 horas, por exemplo, como o Governo de Socialistas e Comunistas fez em França), uma repartição mais equitativa da riqueza entre trabalho e capital que possibilitasse viver com um part-time, faria com que procura de pessoas para trabalhar aumentasse e diminuiria o desemprego.

Aumentar o numero de horas de trabalho e cortar nos feriados é a receita que só vem somar mais crise à crise.

Publicado por [Saboteur] às 05:51 PM | Comentários (0)

Valência - Século XXI - Democracia

Publicado por [POKE] às 03:08 AM | Comentários (3)

fevereiro 16, 2012

Do desespero passou-se ao ataque: Greve dos trabalhadores da Bulhosa Amanhã

As trabalhadoras e os trabalhadores das livrarias Bulhosa fazem amanhã Greve. Foram demasiados anos de ordenados baixos, incumprimentos nas progressões de carreira, prepotência, ameaças e ordenados em atraso. A partir de amanhã acabou o tempo de “comer e calar”. Do desespero passou-se à organização. Da defesa passou-se ao ataque.
Naturalmente acossada, a administração e os seus lacaios, nomeadamente a supervisora das lojas, não têm mãos a medir para tentar minimizar os danos. As ameaças já começaram e todos os livreiros já foram avisados que quem fizer greve poderá ver os seus horários alterados ou mesmo ser transferido para uma loja mais distante da sua residência. A nojice e a ilegalidade são as armas a que agora recorrem quando encurralados.


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Para cúmulo, ontem, pelas 23h30!!!!!, coagiram os trabalhadores a estarem presentes numa reunião com a administração com a finalidade de demover as vontades mais rebeldes, o argumento??? Se a banca sabe da greve nunca mais empresta dinheiro. Numa atitude que já demonstra como estão unidos, os trabalhadores faltaram em massa a essa convocatória ilegal. Bom sinal para a greve de amanhã.
Durante muitos anos, quando os trabalhadores queriam saber porque motivo não subiam na carreira ou porque não subiam os ordenados ou qual a razão de ser dia 10 e ainda não haver salário ( a esta pergunta uma trabalhadora chegou a ouvir de um célebre engenheiro “a menina deve andar com gastos muito esquisitos para chegar a esta altura e já não ter dinheiro), o silêncio foi a arma da administração, agora, acossados, é só conversa: ou em tom de ameaça ou em tom de vitimização.

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Que amanhã seja o inicio do fim desta situação com uma greve com muito êxito, mas também será importante não fazer disto um hapenning, e se não houver soluções dadas pela administração, pois que se pare por tempo indeterminado! Só tenho pena que alguns dos fura-greves anunciados sejam os que mais têm sido explorados, com excepção de alguns recém empossados “chefes de loja” que preferem pôr em causa toda uma luta a abdicar do mísero conforto e dinheiro que o cargo lhes confere. Mas a isso temos de estar sempre habituados: oportunistas, vendidos e gente com muita garganta e pouca coragem sempre houve, mas desses não reza a história.

Para mais informações: http://www.facebook.com/OrdenadosEmAtraso.Bulhosa?ref=ts

Publicado por [Paradise Café] às 04:14 PM | Comentários (5)

Cavaco desmarca no último minuto visita à António Arroio

O piegas do nosso Presidente da República decidiu no último minuto não fazer a visita programada à Escola Artística António Arroio. Motivo: Estudantes manifestavam-se contra a falta de condições na escola.

Virá rapidamente o dia em que Cavaco e Cavaca não poderão sair do palácio de Belém a não ser em visitas surpresa.


- Valha-nos Deus que o dinheiro não vai dar para pagar todas as despesas, Maria.

Publicado por [Saboteur] às 11:07 AM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2012

Epá ! Que elenco tao airoso, desvendemos o « tabu » !

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Publicado por [Shift] às 01:32 PM | Comentários (7)

Fitcha Coragi

Combinámos num domingo chamar os amigos para gravar um videoclip.
Aparecemos todos no pátio do prédio de um amigo.
Eram por volta das 16/17 horas quando apareceu a policia.
Não estavamos a incomodar ninguém, nem a faltar ao respeito a ninguém, foi apenas um convivio e não havia motivos para alaridos.
Um primeiro carro da policia passou por nós e viu que estava tudo bem, deu a volta ao quarteirão como se nada fosse e depois voltou com um segundo carro.
Mal sairam dos carros começaram a mandar toda a gente embora e a disparar.
"o que fizemos de errado?"

Publicado por [Chuckie Egg] às 12:56 PM | Comentários (2)

fevereiro 14, 2012

Allô Damasco ?

Vivas, aqui em baixo deixo-vos um mail de um amigo que vive e trabalha em Damasco. O estilo do texto é típico de uma escrita “mailistica” e de uma tradução rápida feita por mim em cima dos joelhos. Embora não concorde com tudo o que ele diz, tem a vantagem de ser um relato “bruto” do seu quotidiano, da percepção política do que se passa “sur place”, sem maquilhagem nem triagem mediática. Por fim, dá-nos alguns elementos para a compreensão da situação. Escusado seria dizer que pedi a devida autorização para publicar aqui.

« Olá,
A desorientação governa por todo o lado, há uma falta de objectividade flagrante de todos os lados, uma guerra mediática suja especialmente do lado daqueles que possuem os medias, que controlam a informação e a press mundial (capitais americanos, europeus e do Golfo árabe). A concentração da propriedade das sociedades de informação internacionais explica porque é que a press livre tem desaparecido pouco a pouco, a margem de liberdade de expressão não pára de recuar.
Sinto que esta aliança política/económica/mediática conseguiu com a sua propaganda meter-nos numa situação de embaraço moral perplexo. Estamos no centro de uma “matraquage” mediática intensiva que nos empurra a enveredar por uma posição ou uma outra, sem a menor verificação dos factos ou informações, sob o risco ou ameaça de sermos catalogados como participantes activos na matança das crianças sírias.
Creio que o que se passa atualmente assemelha-se ao cenário que foi instaurado antes da ocupação do Iraque em 2003. é a mesma política de diabolização, a propagação de valores morais (democracia, liberdade, proteção dos civis…) e a sua aplicação seletiva.
O modelo é exatamente o mesmo que no Iraque. Mas na Líbia e agora na Síria, constato que houve um ajustamento local inteligente (customization), mais « arabizado ».
Quanto a mim, continuo em Damasco, continuo a fazer vai e volta todos os fins-de-semana ao Líbano. A vida em Damasco já não é a mesma que tu conheceste, podemos ver que as pessoas não se sentem em segurança como antes. Os cafés e mesmo as ruas estão vazias a partir das 22horas. Temos algum receio de sair de noite, mesmo no centro da cidade que era bastante calmo antes dos atentados. O ambiente em Damasco foi envenenado depois dos atentados suicidas, mas ainda assim é relativamente melhor que noutras regiões. O bairro onde vivo desde que tu estiveste cá continua calmo, a maioria dos habitantes são Drusos e Cristãos. No entanto, há alguns subúrbios mais agitados mesmo em Damasco. é ai onde vivem as camadas da população mais desfavorecidos, onde há uma islamização maior e onde os Cheiks/corrente islâmica são mais influentes e seguidos. Onde a situação é mais tensa, constato este panorama, nomeadamente um sectarismo agudo onde domina um sentimento « anti-Alawites». As mesquitas e os media, sobretudo Al-Jazira, Al-Arabiya e canais salafistas que propagam os fatawas, o takfir de Alawites e Xiitas, não mostram as incitações ao odio e à violência, nem as denunciam. Ao contrário, alimentam e amplificam este sentimento. O regime e os Alawites são diabolizados, transformou-se o desconforto dos pobres e as suas aspirações por uma vida melhor em rancor e odio contra os Alawites.
Sobre a tua questão sobre a situação em Homs : há uma grave escalada de sectarismo (Sunita/ Alawites), parecendo cada vez mais uma guerra civil. A cidade é constituída por uma mistura de confissões (Sunitas, Alawites, Cristãos…). A maioria são Sunitas, os Alawites representam apenas um quarto da população. Mais uma vez a situação parece como a do Iraque no pós ocupação pelos americanos em 2003 (conflito entre Xiitas e Sunitas). Muitos acontecimentos ocorreram nos últimos meses para chegar a esta grave situação de carnificina quotidiana em Homs. Estamos longe da autodefesa contra a repressão de Estado. Neste exato momento estamos numa situação de guerra, Homs é hoje aquilo que foi Fallujah no Iraque ou na Tchetchénia para os combatentes jihadistas. Ninguém pode negar a crueldade dos serviços sírios de segurança. Centenas de civis parecem ter sido mortos pelas forças armadas. Mas temos também que reconhecer que a violência é oriunda de vários lados da barricada e é por isso que também há um numero elevado de soldados mortos (perto de 2 000 pessoas). A teoria propagada que são soldados mortos pelo próprio regime, por estes terem recusado em « abrir » fogo contra os civis, é uma pura mentira. é uma propaganda mediática.
Em Homs, a violência resulta tanto do exército e serviços de segurança, como dos combatentes islâmicos, e dos militantes Sunitas e Alawites. Os médias mostram apenas um lado da realidade, é sobretudo a imagem que querem veicular de um regime armado que mata civis e manifestantes pacíficos. Por exemplo, estima-se que perto de 1000 Alawites foram massacrados/executados em Homs pelas milícias jihadistas ou antirregime. Os medias contam e fotografam essas vitimas como civis mortos pelo exército sírio. A maior parte dos 200 cadáveres estropiados e mostrados pendurados nas ruas antes da ultima reunião da ONU eram Alawites. Estes cadáver foram “stockés” e centralizados para esse « filming ». Os dias que precederam a reunião foram os dias mais pacíficos em Homs, toda a gente conhece o fiasco. é a mesma política de propaganda mediática e cobertura seletiva de acontecimentos (focalização sobre alguns factos, dissimulação ou mesmo fabricação de outros) alternados com as declarações politicas internacionais que lembram o célebre speech de Colin Powell na ONU sobre as armas de destruição massiva no Iraque e que veio a revelar-se uma pura fabricação enganosa.

Bawsat »

Publicado por [Shift] às 12:37 PM | Comentários (5)

fevereiro 13, 2012

Caça ao imigrante

O que se passou esta manhã no metro do Porto é uma indignidade que deve envergonhar-nos a todos.

Os agentes do SEF, tipo "picas", puseram-se a bloquear a saída do andante, exigindo a documentação a todos os blacks que passavam.

Um Governo que gosta de se armar em piegas com o facto de a taxa de natalidade ser cada vez menor e o envelhecimento da nossa sociedade não permitir continuar a pagar as pensões de reforma no futuro; um Governo que acha que os portugueses são preguiçosos e que têm demasiados dias de descanso, pela lógica devia não ser tão zeloso na detecção de trabalhadores que de manhã apanham o transporte público para ir para o trabalho ou para a escola.

Mas a direita pura e dura está no Governo, enquanto há todos os indícios que a polícia parece estar infiltrada pela extrema-direita. Juntou-se a fome à vontade de comer e esta manhã, perante a passividade de todos, o SEF foi para as ruas fazer uma caça ao preto.


O SEF gosta mais de loirinhos de olhos azuis

Publicado por [Saboteur] às 09:03 PM | Comentários (7)

fevereiro 12, 2012

Fuga Para Atenas

Estou aqui a ver na RTP Memória o Fuga Para Atenas.

Os gregos estão a dar uma coça aos alemães!...

Publicado por [Saboteur] às 11:01 PM | Comentários (1)

fevereiro 11, 2012

Piegas

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Publicado por [Saboteur] às 02:40 PM | Comentários (2)

fevereiro 10, 2012

"I am appealing to you because I really do believe the kind of statement you made is profoundly dangerous."

Chris Hedges, jornalista norte-americano, escreveu um artigo sugestivamente intitulado "Black Bloc: O Cancro no movimento Occupy" no qual repete alguns dos argumentos contra a violência utilizados pelo João Labrincha e pela Raquel Freire e antes pelo Daniel Oliveira quando ainda tinha alguma veleidade de interagir com os movimentos sociais. Argumentos e posturas que depois encontram eco ou reflectem outras mais difusas e anónimas que assumiram alguma expressão, por exemplo, no "senta, senta". David Graeber, um dos organizadores iniciais pré-17 de setembro do Occupy Wall Street, que desde logo defendeu uma perspectiva pacifista para a ocupação, escreve um outro artigo sob a forma de carta aberta, "Relativamente à violenta polícia da paz", no qual desmonta várias das acusações de Hedges.

Nota: Os leitores mais antigos do Spectrum poderão reparar que desta vez todos os referenciados estão devidamente linkados como manda o código deontológico do blogger, de modo que não vejo razão pela qual não possam desta vez responder.


We will always have São Bento

Publicado por [Party Program] às 11:04 PM | Comentários (6)

fevereiro 09, 2012

Petição Pelo Alargamento do Horário em que é Permitido Transportar Bicicletas no Metropolitano de Lisboa

No outro dia fui almoçar à Baixa.

Do Campo Pequeno à Baixa, o meio de transporte mais rápido é sem dúvida a bicicleta. O problema é a perspectiva do regresso e da subida, depois de uma almoçarada bem valente, da Av. da Liberdade (para mim, uma das subidas mais duras em Lisboa, pela conjugação inclinação/comprimento mais o tráfego automóvel intenso e toda a poluição atmosférica e sonora associada a isso).

Nesta, como em tantas outras situações, torna-se claro que a complementaridade entre transportes públicos e bicicleta é uma peça chave de qualquer política de mobilidade moderna e sustentável na cidade.

Já nem vou falar do prometido, anunciado e celebrado por tantos, sistema de bicicletas de uso partilhado que - vergonhosamente - tem tardado tanto a chegar a Lisboa... Bastava pegar numa, descer as Avenidas e larga-la para alguém na Baixa poder ir almoçar a Santos... Bastava que o Metropolitano permitisse o transporte de bicicletas (nem que fosse apenas 2 por carruagem), fora das horas de ponta, como aliás acontece na generalidade dos metropolitanos das cidades europeias.

Podia ter subido até ao Marquês de Metro e, a partir daí, ter ido sem esforço para qualquer ponto desse planalto.

Reivindicando esta pequena alteração no regulamento no Metro, sem custos e com amplos benefícios para a cidade, está disponível durante este mês de Fevereiro uma petição "Pelo alargamento do horário em que se pode transportar bicicletas no Metro".

No dia 1 de Março essa petição será entregue à Administração do Metropolitano.

Agradecia que até lá assinassem e divulgassem.

Publicado por [Saboteur] às 02:25 PM | Comentários (22)

E já não se quer voltar atrás

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Cinco anos de abandono. Não um abandono involuntário, de quem se esquece, mas doloso, de quem vai recebendo notícias más e prefere fazer de conta que não ouviu. Um abandono de cinco anos, um luxo, se se tiver em conta a sorte de quem sobrevive nas redondezas, escravos de empregos ridiculamente pagos, quando os há, ou de esquemas diários de sobrevivência. Gente descartável para a gestão da cidade, a quem se tirou cinemas, teatros, bailes, festas, vizinhos, últimos resquícios duma urbe em gentrificação que espera que morram e apodreçam. Deixaram o vazio. Das casas abandonadas, das vidas sem perspectivas, do entretenimento massificado pronto a consumir, da escola a convidar ao vandalismo.

Um mês depois de reactivada e aberta à comunidade que deveria servir, volta a ser fechada, com recurso a shotguns, elevadores, carros de bombeiros, uma junção, sem precedentes na zona, de quase todas as forças policiais e cordas para rappel. Para voltar ao abandono, mais triste ainda, por já se ter descoberto que, afinal, sim, é possível.

E houve quase um tremor de terra, pelo menos assim o sentiu quem o viveu, em que, espantados, reparámos que a população da zona já acreditava mais no que podia fazer ali do que no que, eventualmente, a autarquia não ia fazer. Com essa força, um colectivo autogerido, de base assembleária, a decidir por consenso, ganhou à Câmara, uma das mais prepotentes deste pantanal, a batalha pela posse dum espaço ocupado. Activistas, sim, mas também muitos moradores e gente solidária conseguiram discutir, definir estratégias, aprovar textos e actuações que culminaram com a devolução da Escola do Alto da Fontinha ao Es.Col.A.

E a D. Amélia faz o jantar-que-estes-meninos-não-têm-cuidado-com-o-comer, o Fábio organiza um ciclo de cinema, há quem vá ao Yoga, uns jogam basket, badminton, ténis de mesa, futebol, outros andam de bicicleta ou fazem escalada, ou crochet, ou cantam, e vêem filmes e constroem um ginásio, ou uma bicicleta, um computador, um instrumento musical, vêem o email, têm ajuda para os trabalhos de casa, há roupa grátis e há café, capoeira, … e, se não houver o que quiseres, tu fazes.

Nunca aqui houve lei. Nem no despejo, nem na reocupação, nem no re-despejo. Não interessa. Estão a mais? Shotguns! Temos que os deixar voltar? Assina-se uma cena e nem se cumpre. Voltam a estar a mais? Diz nos jornais que até somos amigos e prorrogamos um prazo que nunca existiu.

Nunca aqui houve boa fé. Houve o recuo do derrotado, a espera, o contra-ataque que se quer definitivo. E que o seria, numa terra onde o inevitável fosse a lei. Mas, ali, há muito que se ultrapassou a barreira do possível. E já não se quer voltar atrás.

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6642

http://escoladafontinha.blogspot.com/

Publicado por [Chuckie Egg] às 02:13 PM | Comentários (1)

fevereiro 08, 2012

Terreiro do povo - Manifestação Nacional - Sábado

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Porque todas as iniciativas são poucas para defender os nossos direitos.

A um governo que nos chama de "piegas" e que nos diz que temos que aceitar sofrer ou emigrar, respondemos na rua. Respondemos que ficaremos, para lutar! Está na hora de mudar pelo direito ao trabalho com direitos, contra a privatização de direitos fundamentais e de sectores estratégicos e contra uma dívida que nos suga a vida.
A Plataforma 15 de Outubro apoia todas as manifestações, pequenas e grandes, de contestação às medidas de austeridade que se impõem com força bruta sobre o povo que vive do seu trabalho, como a manifestação convocada pela CGTP, a realizar-se no dia 11 de Fevereiro.

Ponto de encontro: Restauradores - Palácio da Foz/Elevador da Glória às 14h30.

www.15deoutubro.net

Publicado por [POKE] às 03:09 PM | Comentários (0)

Comunicação Social: 2 pesos e 2 medidas, como sempre

Quando em Sacavém um grupo de trabalhadores mais aguerrido (nunca percebi bem como foi a história), desligou os fornos da fábrica da loiça no âmbito de um contexto de luta, a acção foi duramente criticada por todos. Pelo Governo, pela comunicação social, pela Administração da empresa, por trabalhadores, pela população... Ainda hoje é possível ouvir histórias sobre esse episódio.

Parece que os fornos da industria cerâmica, uma vez arrefecidos, demoram eternidades a voltar a laborar, com despendidos de energia que ultrapassam em muito os custos de quando estão a funcionar normalmente.

Assim, esta história da Administração da Valadares ter desligado os fornos, tresanda a lockout por todos os lados, numa atitude claramente ilegal de quem sente as costas bem quentes por parte das autoridades.

Governo, Inspecção do Trabalho, Tribunais, Polícia... ninguém acode a estes trabalhadores que pedem tão somente os salários em atraso...

Nem a Comunicação Social lhes acode. O tom pseudo equidistante, entre trabalhadores a quem não lhes foi pago o salário devido e a Administração que pede sempre mais um esforço em troca de um futuro salário que nunca vem e que agora desliga os fornos; a equidistância entre os burlados e os burlões, é já por si lamentável... mas quando comparamos ao alarido que é feito sempre que algum trabalhador "se excede" no calor da luta, e a forma como se noticia o lockout da Valadares, como se fosse uma coisa banal, vemos bem quanta falta faz um órgão de comunicação social de massas que - já não digo que seja de esquerda - seja minimamente sério.

Publicado por [Saboteur] às 02:29 PM | Comentários (0)